sexta-feira, 22 de abril de 2011

''Não sei quanto aos anjos, mas é o medo que dá asas ao homem''

Quando era garoto, na época dos meus 12, meu pai foi capitão do Exército, e sempre queria que eu continuasse o seu trabalho, para pessoas que já tem um pai no Exército aqui no Brasil não é necessário prestar prova teórica, apenas aptidão física, mas, como eu sempre fui uma pessoa querendo adversidades, optei em algo mais difícil, comecei a sonhar em ser Policia Federal, e comecei a estudar.

Com meus 16, ouvia meu pai dizer muito sobre a ABIN com os outros capitães do exército, e entao resolvi perguntar á ele o que seria a ABIN, e ele me explicou que a ABIN era formada por agentes cujo seu trabalho era proteger documentos, informaçoes e casos chamados de Conhecimentos Sensíveis ou também conhecido como Altamente Secreto do país cujo a sigla não posso publicar. Na mesma hora me interessei, e fui atraz. Aos 18 passei na prova teórica e na aptidão física, mas já com meu pai falecido não pude dar o orgulho q tanto desejara. No curso de CFI ( Curso de formação de Inteligência) da ABIN no DF conheci um rapaz e uma mulher cujo os nomes darei de Thiago e Ana. Thiago ja havia entrado na academia há 2 anos e que já tinha passado seus dois meses de curso porém continuara ali e a primeira coisa que me disse foi, "nunca tire sua Taurus de sua cintura meu amigo, nós não somos "tão secretos" quanto acha que somos." Isso me gerou dúvidas, mas logo já havia esquecido tal comentário. Ana, entrara na mesma época que eu e muito comunicativa começamos entao a nos entender bem, assim começou o ano mais difícil da minha vida, com todas aquelas aulas teóricas,  foi entao que eu aluguei um ape a algumas quadras da ABIN, mesmo lá tendo alojamento, sempre fui sozinho preferi assim ficar. Na terceira semana, ao caminho de minha casa, em uma noite obscura e muito fria passei por um tipo de praça, que entao surgiu um homem, e me disse que a vida é mais complexa que possa imaginar, fiquei com um pouco de medo e enquanto o homem falava disfarçadamente coloquei minha mão sobre minha Taurus na cintura, mas o rapaz do mesmo jeito que apareceu, se foi. Ao chegar em meu ape, havia uma carta, sem remetente em que dizia, "vemos tudo, sabemos de tudo, nao deixe a desejar", digo a vocês que não entendi uma só palavra, quem vê tudo? Meus superiores da Superintendência, ou o crime organizado? nessa hora eu comecei a pensar, "na onde me envolvi?" No dia seguinte, Ana me ligou, dizendo que as coisas não era como antes, que ninguem disse nada á ela, porém, quando vai as ruas ela sente pessoas observando-a, disse tbm que pode ser coisa da cabeça dela, até que eu contei essas pequenas coisas que havia acontecido comigo, ela se assustou, e Thiago quando soube, disse que isso é normal, que ao entrar para ABIN nós não iriamos trabalhar para viver, e sim viver para trabalhar, que nossa vida seria ABIN, nada mais e que era para acostumarmos e ficarmos de olhos abertos, pq nem todos podem ser parceiros como imaginamos e que narcotraficantes tem tanta inteligência quanto a nossa, que pode ate mesmo estar infaltrado no meio da gente como aconteceu 4 anos antes da minha entrada. Mal sabia eu que o meu inferno, só tinha começado...